Reskilling e upskilling deixaram de ser termos restritos aos setores de RH e tecnologia e passaram a fazer parte da rotina de quem quer continuar relevante no mercado.
O avanço das ferramentas digitais, a mudança nas funções e a velocidade com que as empresas reorganizam suas equipes fez muita gente perceber que a formação inicial já não dá conta sozinha.
Surge então uma dúvida comum: quando é hora de aprender algo totalmente novo e quando faz mais sentido aperfeiçoar o que já se sabe?
Essa é a chave para entender de onde surgem conceitos como reskilling e upskilling, e por que eles estão sendo tão discutidos. Continue com a gente nesta leitura para entender!
O que é reskilling e upskilling?
Reskilling e upskilling são formas de desenvolvimento profissional que ajudam a acompanhar as transformações do mercado. Enquanto o reskilling prepara alguém para atuar em uma função diferente da atual, o upskilling aprofunda habilidades na mesma área de atuação.
O reskilling acontece quando a empresa identifica uma nova demanda e prefere formar alguém do próprio time para essa função. Já o upskilling aparece quando a função continua a mesma, mas passa a exigir novas ferramentas ou conhecimentos diante de mudanças tecnológicas e metodológicas.
Essas duas estratégias costumam caminhar juntas dentro das organizações e permitem que profissionais criem rotas de carreira com mais autonomia. Para as empresas, esse movimento gera equipes mais flexíveis e preparadas para mudanças internas ou externas.
Quais as diferenças entre reskilling e upskilling?
A principal diferença entre reskilling e upskilling está no direcionamento do aprendizado. O reskilling envolve adquirir novas competências para migrar para uma função diferente, enquanto o upskilling busca aprofundar habilidades já utilizadas no cargo atual.
No dia a dia, o reskilling funciona como uma mudança de rota na carreira, permitindo que a pessoa transite para áreas que antes não faziam parte da sua atuação. Já o upskilling reforça a especialização em um mesmo campo, acompanhando as exigências do mercado e evitando a defasagem de conhecimento.
Esse contraste ajuda a entender por que essas estratégias ganharam relevância. A tecnologia não só cria novos cargos como também transforma funções existentes.
Nesse cenário, o upskilling impede que profissionais fiquem para trás, enquanto o reskilling abre portas para caminhos que surgem dentro das empresas com o avanço das ferramentas e a reorganização das equipes.
Quais benefícios reskilling e upskilling podem trazer?
Reskilling e upskilling contribuem para a continuidade das carreiras e fortalecem a relação entre empresas e profissionais. Ao estimular o aprendizado constante, essas estratégias reduzem a defasagem de conhecimento e criam um ambiente de crescimento mais estável.
Aumentam a retenção de talentos na empresa
Quando a empresa investe no desenvolvimento das pessoas colaboradoras, a sensação de pertencimento aumenta e a troca de conhecimento se torna mais natural no dia a dia.
Em vez de buscar oportunidades fora, muitos profissionais encontram novos desafios dentro da própria organização, o que reduz saídas e fortalece o engajamento com a cultura interna.
Promovem a adaptação a novas tecnologias
Atualizações constantes em softwares, metodologias e ferramentas exigem uma postura mais dinâmica diante do aprendizado.
O upskilling permite que as equipes acompanhem essas mudanças com mais segurança, enquanto o reskilling oferece alternativas para quem deseja redirecionar sua trajetória em áreas impactadas pela inovação.
Preparam profissionais para assumir novas responsabilidades
Ao adotar o reskilling e o upskilling, empresas constroem uma base de profissionais preparados para assumir novas responsabilidades.
Em vez de depender somente de contratações externas, a organização passa a identificar potenciais dentro do time e cria planos de desenvolvimento alinhados aos movimentos do mercado de trabalho.
Como aplicar reskilling e upskilling na empresa?
A aplicação de reskilling e upskilling na empresa começa com o mapeamento das habilidades existentes e das competências que serão necessárias nos próximos ciclos.
Com essa visão, é possível identificar quem tem interesse em se aprofundar na própria área e quem demonstra potencial para migrar para funções diferentes, dando direção aos programas de desenvolvimento.
Esse movimento não depende somente de treinamentos formais. Conversas sobre trajetória, acompanhamento de desempenho e acesso a trilhas de aprendizado estruturadas ajudam a transformar o desenvolvimento em parte da rotina, e não em uma ação pontual.
Quando o aprendizado se torna contínuo, as mudanças internas deixam de ser percebidas como rupturas e passam a ser encaradas como etapas naturais do crescimento profissional.
Ao fortalecer essa cultura, a empresa cria espaço para que o reskilling e o upskilling aconteçam de forma orgânica.
Grupos de troca, mentorias e oportunidades reais de transição entre áreas contribuem para que os conhecimentos adquiridos sejam aplicados na prática, o que torna o aprendizado mais significativo e duradouro.
Reskilling e upskilling mostram que o aprendizado deixou de ser um passo isolado para se tornar parte contínua da vida profissional. Quando esse movimento é encarado com naturalidade, surgem novas possibilidades de crescimento e transição nas empresas.
Se você gostou das dicas e quer continuar aprendendo sobre carreira e formação profissional, confira outros conteúdos aqui no blog da UniNorte.
Perguntas frequentes sobre reskilling e upskilling
Como desenvolver soft skills?
Desenvolver soft skills exige prática constante, observação das próprias atitudes e abertura para feedbacks. Ao participar de projetos diferentes e conviver com perfis variados, essas habilidades ganham espaço para amadurecer no dia a dia.