As placas tectônicas formam a base da crosta terrestre e ajudam a entender diversos fenômenos que afetam nosso planeta.
Por mais invisível que seja o movimento dessas placas no dia a dia, é ele que explica desde terremotos até a formação de montanhas. Sem esse conceito, grande parte da dinâmica geológica da Terra ficaria sem resposta.
Entender esse processo ajuda não só a decifrar o passado do planeta, mas também a compreender melhor as mudanças que ocorrem constantemente em sua superfície.
Continue a leitura para mergulhar nesse tema que mistura geografia, ciência e um toque de mistério natural.
O que são as placas tectônicas?
Placas tectônicas são blocos gigantes da litosfera, a camada mais externa da Terra. Elas flutuam sobre o manto terrestre, uma região quente e parcialmente derretida, que permite essa mobilidade.
Essas placas se encaixam como um grande quebra-cabeça, moldando a superfície terrestre e influenciando a formação de continentes e oceanos.
A teoria da tectônica de placas surgiu na década de 1960 e revolucionou os estudos de geologia. Foi a partir dela que cientistas conseguiram explicar a deriva continental, os tremores de terra, a origem de cadeias de montanhas e a existência de fossas oceânicas.
Tudo isso ocorre porque as placas tectônicas não estão estáticas. Elas se chocam, se afastam e deslizam umas sobre as outras.
A Terra conta com sete grandes placas e diversas menores, sendo as principais:
- Placa Sul-Americana;
- Placa do Pacífico;
- Placa Norte-Americana;
- Placa Euroasiática.
As bordas dessas placas são áreas de intensa atividade geológica, o que explica a ocorrência de tantos terremotos em regiões como o Japão.
Conheça os principais tipos de placas tectônicas
Existem três tipos principais de placas tectônicas, com base no tipo de crosta predominante:
- as continentais têm estrutura mais espessa e menos densa, formadas principalmente por granito;
- as oceânicas são mais finas e densas, compostas de basalto;
- já as mistas reúnem características das placas continentais e oceânicas.
Cada tipo de placa influencia de forma distinta os processos geológicos. Placas oceânicas, por exemplo, costumam afundar sob as continentais quando colidem, gerando vulcanismo e terremotos.
Já o encontro entre duas placas continentais pode levar à formação de montanhas, como é o caso do Himalaia.
Como as placas tectônicas se movimentam?
As placas tectônicas se movimentam por conta das correntes de convecção que ocorrem no manto. Essas correntes são formadas pelo calor vindo do interior do planeta, que faz o material do manto circular.
Quando esse material quente sobe e o frio desce, ocorre um movimento que empurra as placas da litosfera.
A movimentação das placas tectônicas pode ocorrer de três formas:
- quando duas placas se afastam, forma-se uma borda construtiva, como as dorsais meso-oceânicas;
- quando se chocam, temos uma borda destrutiva, que pode gerar terremotos ou cadeias de montanhas;
- quando deslizam lateralmente uma em relação à outra, ocorrem as chamadas falhas transformantes, como a famosa Falha de San Andreas, na Califórnia.
Esse movimento é extremamente lento. Em média, uma placa se desloca alguns centímetros por ano. Ainda assim, os impactos acumulados ao longo do tempo são enormes.
Esse deslocamento ajuda a entender por que os continentes já estiveram unidos em um supercontinente, chamado Pangeia, e como foram se separando ao longo das eras.
Como os movimentos das placas tectônicas influenciam a superfície?
O movimento das placas tectônicas modifica a superfície terrestre de maneira constante. Quando se afastam, criam novos solos oceânicos. Quando colidem, formam montanhas e causam terremotos.
Esses fenômenos ajudam a moldar o relevo do planeta e explicam a dinâmica das paisagens.
Em regiões onde uma placa oceânica afunda sob uma continental, costumam surgir vulcões ativos. Esse tipo de zona, chamada de subducção, é comum no Anel de Fogo do Pacífico.
Já onde as placas se afastam, o magma sobe, esfria e forma novas crostas. Isso é o que acontece nas dorsais oceânicas, como a que atravessa o Oceano Atlântico.
As falhas transformantes, por sua vez, causam abalos sísmicos intensos. Quando duas placas ficam presas e acumulam tensão, o rompimento gera terremotos. Essa é uma das principais causas de desastres naturais em zonas de falha ativa.
Como o tema placas tectônicas pode ser cobrado no ENEM?
O conteúdo sobre placas tectônicas costuma aparecer em questões do ENEM que relacionam geografia física com acontecimentos naturais. A prova pode trazer mapas de distribuição de terremotos, vulcões e dorsais oceânicas, pedindo análise das causas desses eventos com base na dinâmica das placas.
Outra abordagem comum é conectar desastres naturais à ocupação humana. Por exemplo, questões sobre urbanização em áreas de risco ou sobre as consequências sociais dos terremotos e erupções.
Entender como funcionam as placas tectônicas ajuda a resolver questões que exigem interpretação, contextualização histórica e compreensão da relação entre natureza e sociedade.
Por isso, esse tema é um daqueles que vão muito além da decoração de conceitos. A prova valoriza a conexão entre ciência e realidade, entre conteúdo e senso crítico, e a tectônica de placas é um prato cheio para esse tipo de raciocínio.
Ao longo do texto, deu para perceber como o movimento das placas tectônicas está por trás de muitos dos eventos geológicos que modelam o planeta. Saber como elas funcionam é fundamental para entender fenômenos naturais, aplicar esse conhecimento nas provas e ampliar a percepção sobre o mundo.
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Perguntas frequentes sobre placas tectônicas
Como montar um cronograma de estudos para o ENEM?
Um bom cronograma de estudos para o ENEM organiza os conteúdos por área, distribui as matérias ao longo da semana, reserva tempo para revisões e simulados, e mantém pausas para descanso. O segredo está na constância e no equilíbrio.