Faculdade de Medicina Veterinária: descubra se você tem o perfil

Escolher um curso de graduação é uma decisão complicada, não é mesmo? Mesmo quem já sabe qual carreira pretende seguir começa a se preocupar mais com o futuro nessa fase. Pensando nisso, o foco deste post é esclarecer as principais dúvidas de quem pensa em fazer uma faculdade de Medicina Veterinária.

O amor pelos animais é quase sempre a maior das motivações para seguir com essa profissão. Contudo, esse não deve ser o único fator para embasar a sua escolha. Buscar informações sobre o curso e o mercado de trabalho é algo essencial antes de decidir se você tem mesmo o perfil para ser um médico veterinário. Quer saber mais? Continue a leitura e confira tudo sobre a faculdade de Veterinária!

O curso de Medicina Veterinária

curso de Medicina Veterinária dura, em média, 5 anos. A Biologia é uma das principais matérias da grade curricular, e logo nos primeiros semestres o estudante conhecerá os seus principais conceitos relacionados com a área.

Além disso, é claro que existem ainda outras disciplinas que serão estudadas, como Anatomia, Citologia, Bioquímica e, até mesmo, Matemática. Portanto, se você queria se ver livre dos cálculos depois do Ensino Médio, saiba que não será bem assim se fizer essa opção.

Há também as matérias práticas e mais específicas, que são fundamentais para a formação do futuro profissional. Na Veterinária, os estudantes são apresentados desde muito cedo a elas.

Inclusive, eles passam a frequentar o hospital veterinário para acompanhar toda a rotina que acontece ali, observando de perto os desafios da profissão para que, depois, possam aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula e oferecer atendimentos de alta qualidade.

As possibilidades de atuação no mercado

Outra dúvida muito recorrente entre as pessoas que têm interesse na Veterinária é sobre as oportunidades de trabalho no mercado. Ainda que a clínica seja a mais conhecida pela maioria das pessoas, um médico veterinário possui muitas outras alternativas para seguir. Entre elas estão:

  • clínicas para animais domésticos;
  • hospitais veterinários;
  • centros de pesquisa;
  • indústria de produtos de origem animal e para animais;
  • controle de zoonoses;
  • saúde pública veterinária;
  • agronegócios;
  • aprimoramento genético;
  • investigação do uso de substâncias ilegais em animais que praticam esportes;
  • perícia técnica.

Enfim, são muitas as vertentes que podem ser exploradas. Cada estudante deve estar atento a isso desde o início da faculdade para tentar conduzir a sua capacitação pela área que ele mais se interessar. Nesse sentido, os estágios são ótimas ferramentas de aprendizado.

Para se ter uma ideia geral de como isso pode funcionar, veja a seguir um pouco mais sobre 3 possibilidades de atuação:

Clínica

Os consultórios e clínicas são os locais de trabalho mais populares dos veterinários. Não por acaso, quando pensamos nessa profissão, é fácil visualizar a imagem de uma pessoa de jaleco branco cuidando de um animalzinho, não é verdade?

Suas atividades consistem basicamente em atender animais de diferentes espécies, aplicar vacinas, fazer curativos e também cirurgias (partos, castrações, fraturas etc). Tudo vai depender da especialidade escolhida pelo clínico, que precisa estar apto para realizar tal função.

Carreira acadêmica

Em todo campo do conhecimento existe a chance de seguir pelo ramo do ensino. Afinal, os futuros profissionais da mesma área vão precisar de professores capacitados. Tanto a docência quanto o segmento de pesquisa são alternativas que contribuem para a sociedade.

Normalmente, essa é uma vontade que cresce durante a graduação. Quem gosta de estudar e ensinar costuma identificar essa vocação, o que é importante para direcionar a carreira. Nesse caso, as especializações stricto sensu (como programas de mestrado e doutorado) ajudam a garantir melhores oportunidades de trabalho.

Veterinária esportiva

Tratar de animais de competição é o foco da Veterinária esportiva. Na prática, isso implica fazer de tudo para favorecer a alta performance de animais que praticam atividades competitivas.

É como cuidar de um atleta que precisa de suporte para prevenir, diagnosticar e tratar eventuais problemas de saúde. Pense na rotina de treinos de um cavalo de corrida, por exemplo. O profissional responsável por ele é parte fundamental do seu preparo para ter sucesso nas provas.

Características importantes para ser um bom médico veterinário

Como foi dito, quem pensa que amar os animais é o único pré-requisito para se tornar um bom médico veterinário está enganado. Para seguir essa carreira, é necessário estar pronto para imprevistos, investir em estudo e ter o objetivo de focar na qualidade de vida — dos animais e das pessoas.

Assim como na área da Saúde, esse profissional precisa ter sensibilidade e jogo de cintura para lidar com as emoções dos “pacientes” e dos seus familiares. Confira, abaixo, outras características para se dar bem nessa profissão:

Não basta apenas gostar de animais

Se você ama gatos e cachorros, não pense que na faculdade de Medicina Veterinária vai passar horas dando banho e cuidando desses lindos animaizinhos. É melhor ir se preparando para outra realidade.

Ter afinidade e gostar de animais é sim um critério especial para se dar bem na profissão, mas as suas atividades não são tão glamourosas ou tranquilas quanto parecem.

No seu cotidiano, o veterinário é responsável por saúde pública. Ele vai lidar com doenças, traumatismos, cirurgias, autópsias e até com situações em que será preciso sacrificar o animal — sempre no intuito de amenizar o seu sofrimento.

O trabalho de pesquisa também é extremamente importante para a preservação das espécies e para a manutenção da própria vida humana.

É ele quem cuida dos animais em extinção, faz pesquisas de zoonoses (doenças que humanos adquirem por intermédio de animais), conduz pesquisas sobre novas tecnologias e produtos, além de fiscalizar o processo de produção de alimentos de origem animal.

Ou seja, as atividades vão muito além de amar e cuidar dos animais. Ter essa consciência é o primeiro passo para não fazer uma escolha e se frustrar mais tarde.

Ter equilíbrio emocional

Assim como um médico de pessoas, o médico de animais vai precisar lidar com situações de vida e morte ao longo da sua trajetória profissional. Além disso, ele terá que tratar animais que sofreram maus tratos, acidentados ou em estado grave por decorrência de alguma doença.

O sofrimento fará parte da sua rotina e, como profissional, é imprescindível manter o equilíbrio emocional. Lembre-se de que a sua missão será salvar vidas e tomar as melhores decisões para o bem-estar do animal.

Então, se você acha que é capaz de agir dessa maneira, provavelmente tem o perfil não só para fazer uma faculdade de Medicina Veterinária, como também para ter sucesso na área!

Estar pronto para as emergências

Outra questão importante a se considerar é que o médico veterinário não tem uma rotina muito bem definida. Mesmo podendo trabalhar em propriedades rurais, na indústria ou em agronegócios, as clínicas médicas e os hospitais são as áreas com maior demanda.

Isso significa que há a exigência de enorme dedicação dos seus profissionais, assim como acontece com quem trabalha com a saúde humana. Plantões e ligações no meio da madrugada ou em finais de semana farão parte do seu dia a dia.

Por essa razão, é necessário ponderar até que ponto você está disposto a abrir mão da sua vida pessoal para ingressar na carreira. Não deixe de pensar nisso!

Ter consciência de que os estudos não acabam

Além dos 5 anos de graduação, um estudante de Medicina Veterinária precisa de especializações para tratar de espécies animais específicas.

O que, na prática, significa que ele precisará fazer uma residência de 2 anos. Essa é uma etapa opcional, mas é um indicativo de que a vida de estudos do veterinário não acaba depois da graduação.

Sem contar que o Brasil ocupa o terceiro lugar na lista dos maiores mercados pet do mundo — algo que atrai mais veterinários e aumenta a concorrência. Por essa razão, investir em cursos, fazer pesquisas e se manter atualizado deve ser uma preocupação desde a entrada na faculdade até a hora da aposentadoria.

Não se limitar ao conhecimento da sua área

A Medicina Veterinária é uma área com diversas possibilidades. Se você acredita que não tem o perfil para trabalhar em uma clínica ou cuidar de animais de pequeno porte, o leque de possibilidades é imenso — e isso exige conhecimento diversificado.

Estudar outras línguas, por exemplo, dá ao estudante a possibilidade de trabalhar em projetos de pesquisa internacionais, enquanto cursos em agronegócio abrem portas para trabalhar em propriedades rurais.

Por outro lado, uma pós-graduação na área de Ecologia ou Biologia pode ser interessante para lidar com animais silvestres e espécies em extinção, e assim por diante.

Lidar com novas tecnologias também é fundamental para qualquer área de trabalho da Medicina. Em resumo, tenha em mente que é fundamental buscar conhecimentovariado e ir além daquilo que é ensinado na faculdade, especialmente se você deseja se destacar no mercado e construir uma carreira bem-sucedida!

E então, será que você tem o perfil para fazer uma faculdade de Medicina Veterinária? Outra dica bem legal que vai facilitar a sua escolha é conversar com profissionais da área!

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