Engenharia Ambiental e Sanitária: saiba a responsabilidade do profissional

Uma grande parcela das atividades exercidas pelo homem tem impacto direto sobre o meio ambiente. O assunto tem sido recorrente na atualidade, justamente porque os efeitos estão cada vez mais evidentes. Diante desse contexto, o papel do profissional de Engenharia Ambiental e Sanitária se tornou imprescindível.

No entanto, a preocupação não é a mesma entre países desenvolvidos, como mostra uma reportagem da revista Época. O fato é que alguns grupos precisam arcar praticamente com todo o custo do uso de recursos naturais.

Nesse cenário, o engenheiro ambiental e sanitarista atua para proteger a saúde humana ao preservar os recursos naturais. Seu trabalho contribui para a redução e prevenção contra a poluição causada por indústrias e o controle do meio ambiente.

Quer entender melhor sobre essa área de conhecimento e como ela tem ajudado a minimizar os impactos ambientais? Então, continue a leitura deste post!

Como é a carreira na Engenharia Ambiental e Sanitária?

No início do século XX, a população mundial era de 1,56 bilhão de pessoas. Em 100 anos, o número saltou para 6,1 bilhões. Se o ritmo de crescimento for mantido, em 2100 ele poderá chegar a mais de 15 bilhões.

Para conseguir atender a toda essa população, exige-se cada vez mais do planeta. Além do uso dos recursos naturais usados à exaustão, há também uma grande produção de resíduos. Por esse motivo, é necessário a formação de engenheiros ambientais e sanitaristas, pois eles são um dos principais profissionais responsáveis por evitar o colapso.

Conheça o curso de Engenharia Ambiental e Sanitária

O foco do curso de graduação em Engenharia Ambiental e Sanitária é aplicar metodologias matemáticas, científicas e também tecnológicas para que possa ser feita uma verificação e posterior plano de ação acerca de problemas ambientais e saneamento. O profissional é preparado para diagnosticar situações de risco, especialmente ligadas ao meio ambiente. Por sua vez, a parte sanitarista envolve assuntos ligados ao saneamento básico.

“O profissional da Engenharia Ambiental atua nas áreas de: Sistemas de Gestão Ambiental, Gestão de Recursos Hídricos, Educação Ambiental, Saneamento Ambiental, Estudos Ambientais e Licenciamento Ambiental, Energias Sustentáveis, Avaliação de Impacto Ambiental e Recuperação de Áreas Degradadas e Contaminadas”, destaca a mestre Mônica Queiroz.

Para ficar mais claro, especificamos as questões relativas às atividades:

  • saneamento básico — uma das principais atividades desse engenheiro. Cabe a ele projetar, construir e operar sistemas de coleta e abastecimento de água para a população. O trabalho envolve desde o transporte até o tratamento de esgoto e também lixo domiciliar e industrial;

  • recuperação de áreas — outro trabalho é recuperar áreas degradadas pela poluição ou processos naturais. O profissional desenvolverá projetos de recuperação, contando, para isso, com estudos e mapeamentos geológicos;

  • gestão de resíduos e controle de poluição na construção civil — uma das áreas com maior demanda de materiais e que consequentemente produz mais resíduos é a construção civil. O engenheiro ambiental faz uma análise de impacto, além de acompanhar a obra para ter a ideia do seu impacto, além disso, é o responsável pela emissão de laudos e obtenção de licenças ambientais para a construção.

Qual é a relação entre engenharia e responsabilidade social?

O profissional da Engenharia Ambiental tem como principal objetivo minimizar os impactos ambientais negativos provenientes da ação do homem. A formação dará a ele a possibilidade de identificar as consequências de uma determinada atividade que não podem ser percebidas à primeira vista e, assim, tomar decisões que sejam benéficas tanto para o meio ambiente, quanto para a sociedade.

“Dessa maneira, pode-se afirmar que a atuação do engenheiro ambiental está intimamente ligada à responsabilidade social, uma vez que o desenvolvimento sustentável (principal meta do engenheiro ambiental) está totalmente entrelaçado à questão”, reafirma a mestre em Engenharia Ambiental, Fabiola Nascimento.

Isso significa que o trabalho desse profissional envolverá não só a projeção de sistemas ambientalmente sustentáveis, mas também a adaptação do que já existe para que o consumo consciente aconteça. Por exemplo, ele não apenas criará algo que ajuda o ambiente; junto da prática vem também a conscientização das pessoas envolvidas no projeto e a própria comunidade em torno.

A ideia é ir ao encontro das necessidades da população, mas também determinar para ela quais são as suas obrigações, preparando os envolvidos para os desafios, melhorias subsequentes, sem deixar de lado a justiça social e a eficácia econômica.

Por que cursar Engenharia Ambiental e Sanitária?

Uma lista feita pela Michael Page, empresa de consultoria em recrutamento, mostrou as 9 profissões que serão indispensáveis até 2030. Duas delas estão ligadas ao meio ambiente: curadores de sustentabilidade e especialista em gestão de resíduos. O engenheiro ambiental e sanitarista tem base para atuar em ambas as áreas.

“O mercado para o engenheiro ambiental está concentrado em consultorias ambientais, nas empresas privadas e órgãos governamentais. A demanda do setor ambiental acompanha o mercado, ou seja, se tiver alta, a demanda da área ambiental também estará em alta. Um fator positivo que aquece o mercado para o profissional na cidade de Manaus é a lei municipal n° 253/2010 que obriga as empresas potencialmente poluidoras a contratarem um responsável técnico em meio ambiente”, lembra Nascimento.

A tendência para os próximos anos é que o cuidado com o meio ambiente cresça consideravelmente. Com isso, veremos uma demanda mais considerável pela adaptação das cidades e do próprio mercado.

Para Mônica Queiroz, o curso é uma maneira de aperfeiçoar o atendimento de tais demandas. “Na graduação, o aluno adquire uma visão multidisciplinar, que abrange as áreas biológicas, exatas e humanas. Ou seja, ao longo de 5 anos ele adquire as competências para desenvolver e resolver problemas, trabalhar em equipe, pensar logicamente e adquirir um espírito de pesquisa”, acrescenta.

Portanto, é crucial que o futuro estudante de Engenharia Ambiental e Sanitária procure por um curso com matriz curricular inovadora, visando o desenvolvimento de competências e habilidades demandadas pelo mercado. Além disso, é necessário preocupar-se com a infraestrutura do local, processo de ensino e aprendizado e também com a disponibilidade de equipamento e materiais modernos para a prática. Sem esquecer de um corpo docente qualificado e atuante na área.

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