Empresa júnior: o que é e por que entrar no movimento?

A participação em uma empresa júnior abre as portas para o mercado de trabalho. Afinal, a atividade empreendedora dá aos estudantes uma boa visão do funcionamento da gestão de um negócio, conferindo experiência durante o processo. Mas o que isso agrega em sua vida profissional?

Como bem disse o fotógrafo Chris Grosser, oportunidades não surgem; é você quem as cria. É isso mesmo! Quando não há nenhuma porta aberta, temos que pensar até em quebrar uma parede. Que tal começar a construir seu caminho ainda na faculdade, ingressando em uma empresa júnior?

Acredite: no mercado de trabalho, essa é uma experiência muito valorizada, que passa uma mensagem de proatividade por parte do aluno, mostrando como ele é dinâmico por não esperar a conclusão da graduação para colocar seus conhecimentos em prática. O que acha de você também passar essa impressão?

Se você não sabe como funciona o movimento das empresas juniores, não se preocupe, porque vamos explicar tudo (e um pouco mais) bem direitinho no post de hoje. Confira!

O que é o Movimento Empresa Júnior?

Você aprende muita coisa na sala de aula, certo? Às vezes, no entanto, acontece de não saber como colocar isso em prática. Você aprende fórmulas, cálculos e teorias, mas quando precisa trazer esse conhecimento para o dia a dia, trava. Conseguiu se identificar? Pois saiba que isso é bem comum.

O Movimento Empresa Júnior (MEJ) surgiu fora do país, na França. Em Paris, em 1967, a L’École Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales deu início à iniciativa. A proposta era criar seus próprios estudos de mercado e fazer levantamentos comerciais nas empresas.

Como o modelo de trabalho foi um sucesso, daí nasceu a Confederação Nacional das Empresas Juniores, 2 anos depois. A ideia foi se difundindo pela Europa rapidamente, a tal ponto de envolver, em pouco menos de 20 anos, cerca de:

  • 99 empresas;
  • 15 mil estudantes;
  • 3 mil estudos;
  • 40 milhões de francos de faturamento anual.

Como tudo o que é bom deve ser replicado, aqui no Brasil foi criada, em 1988, a primeira empresa júnior. Depois disso, foi só sucesso! Tanto é que, até 2016, há existiam 1.200 empresas juniores em solo tupiniquim, fazendo do país um líder mundial no segmento.

Como funciona uma empresa júnior?

Agora que já falamos um pouco sobre a história do movimento, vamos aos pontos práticos. Em tese, uma empresa júnior funciona como qualquer outro empreendimento. A diferença é que ela é formada por alunos dos cursos de graduação.

Por lei, esse tipo de empresa não pode visar o lucro. Por isso, é aberta em forma de associação civil sem fins lucrativos. Mas já que ela não busca ter resultados lucrativos, apenas cobrindo seus custos, para que exatamente serve? A verdade é que as empresas juniores servem principalmente para:

  • fazer com que os alunos tenham aprendizado prático na sua área de atuação;
  • aproximar os estudantes e as universidades do mercado de trabalho;
  • proporcionar uma experiência de gestão autônoma, desligada dos centros acadêmicos e da direção da faculdade.

Os alunos assumem cargos diversos dentro do organograma da empresa júnior, passando a elaborar projetos de consultoria em sua área.

A partir daí, fica fácil entender que a empresa júnior atende às necessidades de 3 clientes:

  1. os estudantes, que interagem e trocam experiências, desenvolvendo-se pessoal e profissionalmente ainda durante a vida acadêmica;
  2. as empresas, que usam os projetos desenvolvidos pelos alunos, devidamente orientados por professores, além de ainda obterem serviços com custo inferior aos de mercado;
  3. as universidades, que melhoram sua imagem institucional e atraem novas parcerias ao aderirem ao movimento.

Um dos pontos mais importantes em termos de contribuição social é que as empresas juniores oferecem serviços a preços abaixo dos praticados por grandes empresas. Afinal, não querem obter lucro, lembra? Assim, sua atuação pode fomentar o crescimento de pequenos negócios, aumentando seu lucro e gerando empregos. Viu como pode ser interessante participar de uma empresa júnior?

Qualquer aluno pode participar, desde que seja aprovado no respectivo processo seletivo, que pode incluir provas de conhecimentos, entrevistas e dinâmicas de grupo.

Por que participar de uma empresa júnior?

Muitos estudantes recém-formados reclamam da falta de oportunidades no mercado para pessoas sem experiência. Aí entram as empresas juniores, que ajudam a cumprir essa exigência típica das vagas de emprego e estágio. Em uma empresa júnior, um membro pode atuar em vários setores, rotativamente, incluindo:

  • administração;
  • finanças;
  • realização de projetos;
  • marketing.

Essa dinâmica proporciona uma visão bem abrangente de todos os aspectos de uma empresa, ajudando na compreensão de como as diferentes áreas interagem e impactam o trabalho umas das outras. Por isso, em uma oportunidade de emprego, quem participou de uma experiência como essa tende a largar na frente.

Além disso, como já falamos, os estudantes conseguem colocar em prática os conhecimentos da sala de aula. Nesse cenário, ficar parado na cadeira anotando para depois esquecer não é uma opção. O lance é partir para a ação! E o melhor: interagindo com veteranos, professores e conhecendo gestores de várias outras empresas.

Por falar nisso, participando de uma empresa júnior, você vai conhecer pessoas de outros cursos, sabia? Isso porque é permitido (e até incentivado) interagir e trabalhar em parceria com empresas de diferentes cursos. Como resultado, você começa a praticar seu networking e marketing pessoal já durante o período acadêmico! Assim, quando terminar a faculdade, terá uma lista considerável de contatos que conhecem seu jeito de trabalhar e sua capacidade profissional.

Como inserir uma empresa júnior no currículo?

A empresa júnior pode ser citada no currículo normalmente, assim como seria qualquer outra experiência profissional. Para que a referência seja útil e torne seu currículo mais atrativo, faça o seguinte:

  • informe o nome da empresa júnior e o tempo durante o qual participou dela;
  • deixe números de referência de professores ou de outros profissionais que possam atestar seu desempenho;
  • descreva sua experiência, elencando os setores pelos quais passou e quais atividades exerceu em cada um deles;
  • cite exemplos de consultorias realizadas ou levantamentos feitos, mas sem dar detalhes de clientes que possam ferir a ética profissional.

É importante valorizar sua experiência, mas lembrando de ser sucinto, ok? Detalhes e outras questões podem ser descritos durante uma entrevista presencial.

Como você viu, participar de uma empresa júnior é extremamente benéfico em termos de experiência e empregabilidade. Pensando nisso, é muito importante que, ao escolher um curso superior, você pesquise quais instituições oferecem essa oportunidade ímpar de incrementar seu currículo e sair na frente na corrida pelo sucesso profissional.

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Comments (3)

  1. É uma iniciativa fantástica explorar o potencial de muitos jovens, que muita das vezes se frustam por não conseguirem por em prática o que aprendem na sala de aula, o Centro Universitário do Norte está de parabéns.

  2. Me identifiquei com o conteúdo e gostaria muito de participar da Empresa Júnior. Como faço para entrar nesse projeto?

    1. Para se inscrever, os alunos devem acompanhar o período de inscrição e cumprir os requisitos apresentados. 🙂

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