Conheça os erros de português mais comuns para não replicá-los

Há ou a? Tem ou têm? Mau ou mal? Seja no mercado de trabalho ou no meio social, comunicar-se de forma correta é fundamental para transmitir credibilidade. Nesse sentido, conhecer os erros de português mais comuns faz com que você possa evitá-los. Por isso, este post tem a intenção de apresentar os equívocos mais cometidos na língua portuguesa.

A partir de agora discutiremos erros de escrita, de fala e de concordância. Também daremos dicas de como continuar aprendendo e onde buscar referências para estar com o idioma sempre em dia. Portanto, se você quer passar uma boa imagem e eliminar as gafes da sua comunicação, continue acompanhando!

Os 10 erros de português mais comuns

1. “Mal” ou “mau”

“Mau” é o contrário de “bom”, já “mal” faz oposição a “bem”. Na dúvida sobre qual usar, os especialistas na língua portuguesa recomendam substituir o advérbio pelo seu oposto na frase a ser composta e verificar qual faz mais sentido.

Por exemplo: “Ele acordou de bom humor”; logo, “Ele acordou de mau humor.”

2. “Há ou “a”

“Há”, do verbo haver, serve para indicar algo que aconteceu no passado. Pode ser substituído por “faz” sem que a frase perca o sentido.

Por exemplo: “Nos encontramos há dez anos”; “Nos encontramos faz dez anos.”

Por outro lado, o “a” faz referência a um momento no futuro ou à distância entre objetos.

Por exemplo: “As eleições presidenciais acontecerão daqui a dois meses”; “O cartório mais próximo fica a 5 quilômetros”.

3. “Há anos atrás”, “Muitos anos atrás” e “há muitos anos”

Primeiramente, é preciso lembrar que usar “há” e “atrás” na mesma frase é um pleonasmo, pois ambos indicam passado. A forma correta permite usar um ou outro.

Por exemplo: “A erosão do solo começou há muito tempo”; “O romance entre eles começou muito tempo atrás.”

Caso a famosa música “Eu nasci há dez mil anos atrás”, de Raul Seixas, tenha vindo a sua mente como forma de contestação, saiba que, sim, a frase é incorreta. É verdade que aqui entra a licença poética, mas isso é assunto para outro post.

4. “Tem” ou “têm”

Também comumente mal empregados, são duas formas de conjugar o verbo ter no presente. Enquanto “tem” é usado sempre no singular, “têm” indica o plural.

Por exemplo: “Você tem medo de altura”; “Elas têm medo de altura”.

5. “Para mim” ou “para eu”

Já ouviu falar naquela expressão “Mim não conjuga verbo”? Pois é, ambas formas podem estar certas, mas, se a frase continua com um verbo, deve-se usar “para eu”.

Por exemplo: “Maria trouxe bolo para mim”; “Pedro pediu para eu cuidar das plantas dele”.

6. “Impresso” ou “imprimido”

A regra é bastante simples: com os verbos “ser” e “estar”, deve-se usar “impresso”.

Por exemplo: “Bandeiras com o símbolo do grupo foram impressas para o show”.

Por outro lado, com os verbos “ter” e “haver”, pode-se usar “imprimido”.

Por exemplo: “Só quando ele chegou ao trabalho percebeu que tinha imprimido o arquivo errado.”

7. “Vir”, “Ver” e “Vier”

As conjugações desses verbos podem causar confusão em certas situações, como no caso do futuro do subjuntivo. O correto em uma frase é, por exemplo, “no dia em que você a vir”, e não “no dia em que você a ver”.

Já em relação ao verbo “ir”, a conjugação correta do tempo verbal é “no dia em que eu vier”, e não “no dia em que eu vir”.

8. “Aquele” com ou sem crase

As duas formas existem na língua portuguesa, mas são usadas em contextos diferentes. Em vez de escrever “a aquela”, “a aquelas”, “a aquele”, “a aqueles” e “a aquilo”, use “àquela”, “àquelas”, “àquele”, “àqueles” e “àquilo”.

Por exemplo: “Bruno deu o número de telefone dele àquela moça.”

Por outro lado, quando você se refere a um lugar, por exemplo, “Aquele bosque é muito florido”, não se usa crase.

9. “Ao invés de” ou “em vez de”

“Ao invés de” tem o significado de “ao contrário” e, portanto, deve ser utilizado apenas para expressar uma oposição.

Por exemplo: “Ao invés de virar à esquerda, virei à direita.”

“Em vez de”, por sua vez, tem um significado mais abrangente e é empregado, principalmente, como a expressão “no lugar de”. Entretanto, ele também pode ser usado para representar oposição. Por isso, quando em dúvida, a recomendação dos linguistas é usar “em vez de” para ambos os casos.

Por exemplo: “Em vez de ir de ônibus para o trabalho, fui de bicicleta.”

10. “Entre eu e você”

Segundo os especialistas, o correto é usar “entre mim e você” ou ainda “entre mim e ti”. Depois de preposição, deve-se sempre usar “mim” ou “ti”.

Por exemplo: “Entre mim e você não existem segredos.”

Como evitar outros equívocos na comunicação

Consulte um dicionário online

Atualmente, é muito simples encontrar respostas para dúvidas corriqueiras, graças a diferentes opções disponíveis na internet. Uma delas é o dicionário de Língua Portuguesa Priberam. Além de ser gratuito, ele oferece a conjugação de 13 mil verbos.

Consulte a Academia Brasileira de Letras

O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa é a maior autoridade ortográfica da Língua Portuguesa no Brasil. De responsabilidade da Academia Brasileira de Letras, o que está ali é lei absoluta, sem discussões. A Academia ainda conta com um serviço de respostas a dúvidas relativas à língua. Por lá, você pode enviar perguntas que serão respondidas por especialistas do assunto.

Aprenda ortografia

Aprender algumas regras — bem como suas muitas exceções — pode facilitar a sua vida. Para isso, procure dicas de ortografia, estude o uso correto das consoantes e vogais e busque referências para suas dúvidas mais comuns. Seguir esses passos pode ajudar você a cometer cada vez menos erros.

Consulte o Google

Se você utiliza o Google até para orientações geográficas, por que não o usaria para tirar dúvidas de português? Se lhe faltar confiança sobre o modo certo de escrever determinada palavra, não hesite em utilizar essa ferramenta. Ao digitar a palavra (mesmo que incorretamente) o Google muitas vezes já sugere, às vezes no topo dos resultados, a ortografia precisa.

Consulte um segundo dicionário

Se a dúvida persistir, considere recorrer ao bom e velho dicionário físico, como o Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa. Outra opção, mais tecnológica, é instalar um dicionário eletrônico no seu computador.

O dicionário mencionado acima (assim como muitos outros) conta com uma versão eletrônica, que permite a integração a outros programas. Essa alternativa pode ser mais confiável que o corretor ortográfico dos editores de texto.​

Use dois ou mais métodos

Aplique sempre mais de um dos métodos sugeridos. Somente dessa maneira você terá certeza sobre o emprego de uma palavra — e ainda terá a chance de fazer descobertas inesperadas.

Como vimos, alguns dos erros de português mais comuns podem ser evitados com uma dose extra de atenção. Depois de identificá-los e aprender como corrigi-los, tudo se torna mais fácil, não é mesmo? De qualquer maneira, continue se atualizando e acompanhando as referências para não comprometer sua comunicação. Assim, você transmitirá cada vez mais credibilidade!

Entre os erros de português mais comuns, tem algum que você considera mais difícil de perceber? Qual é sua dica para evitar as gafes? Compartilhe sua experiência conosco nos comentários abaixo!

 

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