Conheça os 5 principais tipos de redação para o vestibular

Em busca de um futuro melhor, muitas pessoas se dedicam durante o ano inteiro ao estudo das várias disciplinas que compõem uma prova de vestibular. Mas é preciso lembrar também da redação, não menos importante que as matérias cobradas nos exames e, muitas vezes, vista como um verdadeiro pesadelo pelos candidatos.

Afinal de contas, que tipos de redação você precisa conhecer para obter uma boa nota? Quais são os estilos mais cobrados? Em que pontos focar? São muitas as dúvidas que passam pela cabeça dos estudantes — especialmente daqueles que desconhecem completamente ou mesmo não têm tanta afinidade com determinados estilos de texto.

Pensando exatamente nisso, resolvemos trazer para este post os 5 principais tipos de redação cobrados em vestibulares e Enem. Continue acompanhando para ver que não se trata de um bicho de sete cabeças!

1. Dissertação

Considerada um dos gêneros textuais mais cobrados em vestibulares pelo país afora, a dissertação exige do estudante a capacidade de discutir, debater e defender seus argumentos com opiniões fundamentadas. É estruturada por introdução, desenvolvimento e conclusão, tendo como característica a ausência de verbos e pronomes em primeira pessoa.

Outras marcas fortes do texto dissertativo são o uso de termos objetivos e impessoais, usados na terceira pessoa do singular, além de uma estruturação das ideias em frases mais curtas. Exatamente por se tratar de um estilo mais impessoal, evita-se a linguagem coloquial, gírias e gerúndios.

Basicamente, em um texto dissertativo, o estudante deve expor seu ponto de vista com relação ao tema proposto, concluindo suas ideias sobre o assunto de forma convincente.

2. Descrição

Como o próprio nome já diz, um texto descritivo tem a principal função de enumerar ou descrever as partes fundamentais de um ser, objeto ou ideia abordada. Para isso, é importante fazer uma exposição detalhada desses fatores, baseada na percepção dos 5 sentidos do corpo humano: audição, visão, olfato, paladar e tato.

Na descrição, é comum usarmos adjetivos ao longo do texto, bem como verbos de ligação — como ser e estar. Esse estilo permite o desenvolvimento de ideias objetivas, quando a descrição é mais específica, mais precisa, e subjetivas, quando o leitor pode fazer mais de uma interpretação do que está sendo descrito.

3. Narração

Você se lembra das histórias que nossos pais e professores contavam quando éramos crianças? Provavelmente, muitas delas eram textos narrativos, constituídos de personagens e lugares, além de um tempo em que o episódio se passava. Aí temos, portanto, as principais características desse estilo textual.

Em uma prova de vestibular ou Enem, o texto narrativo deve seguir a mesma lógica, com o tema sendo abordado em formato de história, rico em detalhes e organizado com verbos de ação e advérbios de tempo e lugar. Também é preciso fazer introdução, desenvolvimento e conclusão, além de apresentar conflito e clímax.

Muitos estudantes gostam bastante desse estilo textual, uma vez que permite maior liberdade para soltar a imaginação e usar, sem moderação, as funções emotiva e poética do gênero. Devido também a essa maior liberdade, o texto narrativo pode ser escrito com verbos e pronomes em primeira e terceira pessoas.

4. Jornalístico

A linguagem jornalística também deve ser dominada pelo vestibulando e observada com cuidado, uma vez que apresenta algumas peculiaridades típicas desse estilo. É o caso do uso do chamado lide, o detalhamento, já no primeiro parágrafo, das principais informações sobre determinado acontecimento — o que, quem, onde, por que, quando e como.

O estilo jornalístico deve trazer objetividade nas ideias relatadas, além de clareza e impessoalidade. Outras características são o uso de frases curtas, termos mais simples e predominância da voz passiva.

Esse gênero textual pode ser dividido em reportagens e notícias, com ênfase no caráter informativo do que está sendo passado. Também temos as editorias e os artigos, em que há liberdade para o autor expressar sua opinião, logicamente fundamentada por argumentos.

5. Carta

Também muito cobrada em vestibulares, a carta argumentativa é um gênero textual que pode ser produzido por meio de conteúdo formal ou mais descontraído, tudo dependendo, claro, do objetivo proposto. Em ambos os casos, a carta precisa ser feita sob a perspectiva do autor, do início ao fim, normalmente usando verbos no imperativo, primeira pessoa e vocativos.

Com relação à estrutura do conteúdo, o estudante deve saber: uma carta deve ser iniciada com cabeçalho contendo local e data. Depois vem um vocativo indicando uma saudação, sempre observando para quem a carta é endereçada e o nível de formalidade exigido para a situação. Na sequência, virão o conteúdo em si e, por fim, a assinatura.

Mas atenção: mais que avaliar se o estudante domina esse tipo de redação e suas especificidades, a carta também exige conhecimentos em relação ao uso de pronomes de tratamento.

Se a proposta é destinar a carta a algum político, por exemplo, é preciso criar um conteúdo totalmente formal e usar Vossa Excelência como pronome de tratamento. Já se a carta é endereçada a um amigo, toda essa formalidade se torna não só desnecessária como até inadequada. Assim, por mais simples que a produção de uma carta possa parecer, é importante ter cuidado com as particularidades que esse estilo textual demanda.

Como bônus, resolvemos trazer aqui algumas dicas de redação para vestibulares e Enem! Afinal, independentemente do tipo de redação que a prova solicitar, algumas práticas são simplesmente imprescindíveis para você obter uma boa nota. Você deve:

  • evitar períodos longos demais: quase sempre, frases curtas conferem maior clareza ao texto, facilitando o desenvolvimento das ideias e o entendimento do interlocutor;
  • treinar bastante: principalmente em uma época em que quase não escrevemos mais à mão, treinar previamente certamente o ajudará na hora da prova;
  • caprichar na letra: sua letra não precisa ser bonita, mas deve ser legível — nada de desperdiçar suas chances de alcançar uma boa nota porque o corretor não entendeu o que está no papel;
  • ler a proposta de redação com atenção: não deixe que a ansiedade atrapalhe seu entendimento sobre o que deve ser produzido;
  • evitar escrever palavras difíceis: a não ser que você saiba corretamente os respectivos significados, não tente impressionar escrevendo palavras rebuscadas.

Como vimos, são muitos os estilos de texto que vestibulares e Enem podem cobrar em uma prova de redação. O importante é você estar atento a todos esses gêneros e aprender, de fato, a desenvolver suas ideias de acordo com a proposta apresentada!

Esperamos que tenha compreendido os principais tipos de redação que podem cair em sua prova de vestibular. Ficou alguma dúvida? Gostaria de contribuir com alguma observação? Deixe seu comentário e participe!

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