Como está o mercado de Engenharia? Devo investir nessa carreira?​

A entrada no mercado de trabalho é algo que preocupa os estudantes ainda na fase de escolha do curso de graduação. Quando se fala na realidade do Brasil, problemas como desemprego e salários baixos são os que mais têm afetado a escolha profissional, e o mercado de Engenharia, por exemplo, é um dos que mais sofrem com a recessão econômica que o país enfrenta. Mas será que a situação é tão ruim quanto parece?​ Ainda há esperanças para quem quer investir na área?

Neste artigo, responderemos a essas e outras dúvidas sobre a área de Engenharia no Brasil. Nele, ajudaremos a esclarecer se essa ainda é uma carreira promissora ou é melhor partir para outra. Ficou curioso? Então continue a leitura!

A realidade atual do mercado de Engenharia brasileiro

Por muitos anos, o curso de Engenharia foi um dos mais procurados por estudantes ansiosos para construir uma carreira profissional bem-remunerada e bem-sucedida. No entanto, a partir de 2014, com os problemas políticos que agravaram a tão temida crise econômica, a área que era considerada um sinônimo de futuro promissor tornou-se um deserto de oportunidades e vagas de emprego.

Para se ter uma ideia, até o final de 2017, o número de demissões superou o de contratações, e mais de 42 mil engenheiros entraram na fila do desemprego. Esse cenário desanimador preocupou e continua tirando o sono de estudantes, além de desestimular aqueles que sonham em investir em uma carreira em Engenharia no futuro.

E talvez você seja uma dessas pessoas. A boa notícia é que há uma luz no fim do túnel e, sim, a Engenharia ainda é uma área muito promissora na qual você pode investir! Reunimos 5 argumentos para te provar o porquê. Acompanhe!

Os salários ainda são atrativos

O primeiro fator a se levar em consideração na área de Engenharia é a média salarial da categoria. Mesmo diante das incertezas e do impacto causado pelas crises política e econômica, as áreas de Engenharia têm uma das melhores remunerações no Brasil.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostram que setores como o de Engenharia de Transportes, Engenharia Química, Engenharia Metalúrgica e Engenharia Civil têm salários que passam dos 5 mil reais, podendo chegar a mais de 60 mil reais para quem ocupa cargos de direção.

As opções de carreira são variadas

As opções no setor de Engenharia são variadas e há chances para profissionais com diversos perfis e formações. O Ministério do Trabalho (MTE) reconhece cerca de 64 modalidades de engenharias. Nomes tradicionais como a Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica e de Segurança do Trabalho são as que mais aumentaram o número de contratações no Brasil. Em compensação, também são as que mais vêm demitindo, por conta da crise econômica.

Para quem quer uma garantia de entrada imediata no mercado de trabalho, o ideal é investir nas modalidades que demonstram um saldo de contratações positivo, com oportunidades espalhadas por todo o país e salários consideráveis. Dentre elas, estão a Engenharia de Sistemas Operacionais de Computação, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Pesca e a Ambiental.

A crise em um setor não significa crise em todo o mercado

A recessão em um único setor não é um indicativo de que todo o mercado de Engenharia está em declínio. Mesmo diante da instabilidade política e econômica, muitas empresas estrangeiras continuam desenvolvendo projetos e estratégias no Brasil, especialmente nos setores de energia e agronegócio. Isso ajuda na busca por profissionais que apresentam a melhor qualidade operacional para lidar com os recursos dessas áreas, além de conhecimento do território.

Outro fator relevante é a busca por inovação em temas que afetam a economia global. Sustentabilidade, bioinformática e novas tecnologias são conceitos que estão nas pautas das empresas e afetam os diversos setores da sociedade — das formas de locomoção até a cura de doenças. E os engenheiros possuem um papel relevante na busca e desenvolvimento de projetos e produtos que afetarão o futuro de todos os povos positivamente. Por essa razão, é quase impossível que esses profissionais caiam em esquecimento.

Os setores em baixa estão dando a volta por cima

Outro argumento a se pensar é que até os mercados em baixa estão apresentando uma melhora considerável. A Engenharia Civil, por exemplo, é a área que mais forma engenheiros no país e foi duramente afetada pela crise nos últimos anos. Algo que gerou desemprego e uma perspectiva de ascensão bem desanimadora. No entanto, até ela está mostrando sinais de melhora.

O setor imobiliário é uma das maiores influências nesse progresso, já que vem crescendo, depois de três anos em crise. Somente neste início de 2018, São Paulo teve um aumento de 48% em lançamentos de novos projetos para imóveis. Isso é um indicativo de algo que acaba se refletindo em todo o país, considerando que a cidade é uma das maiores potências econômicas brasileiras.

A área ainda está carente de profissionais qualificados

Por fim, devemos considerar a demanda de engenheiros no Brasil. Mesmo que você tenha a sensação de que o mercado de engenharia esteja sobrecarregado, em comparação com outros países, como África do Sul, China, Rússia e Índia, por exemplo, o Brasil ainda forma poucos engenheiros.

E, mesmo levando em consideração o alto número populacional de alguns desses países, o mercado brasileiro ainda sai perdendo quando se trata de mão de obra qualificada. Uma das suas maiores necessidades são profissionais especializados, com conhecimento em TI e business, fluência em outros idiomas — algo que aumenta as chances de construir uma carreira internacional e se destacar em cenários de crise como o atual.

Para quem tem menos qualificação e pouca experiência, além da dificuldade de contratação, há também uma redução na remuneração salarial. E isso é algo que mostra que há, sim, boas oportunidades no mercado de Engenharia e uma chance de construir uma carreira de sucesso, mas é preciso se qualificar e buscar diferencial diante da concorrência!

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