Ansiedade nas provas: como transformar a pressão em aliada do desempenho acadêmico

Psicóloga orienta estudantes sobre estratégias práticas para melhorar o rendimento nos períodos avaliativos

Por Daly Ruiz

Durante os períodos de provas nos centros universitários, muitos estudantes enfrentaram um aumento significativo nos níveis de ansiedade. A cobrança por bons resultados, o grande volume de conteúdos e a pressão por desempenho desencadearam sintomas como insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e, em alguns casos, crises de ansiedade.

Embora essa reação tenha sido considerada natural diante de situações desafiadoras, quando não foi controlada, a ansiedade comprometeu o aprendizado e o desempenho acadêmico. Por isso, especialistas reforçaram a importância de adotar estratégias eficazes de organização e cuidado emocional para atravessar essas fases de forma mais leve e produtiva.

Ansiedade se mostrou cada vez mais comum entre os estudantes

De acordo com a responsável técnica da Clínica-Escola de Psicologia da UNINORTE, Alcilene Moreira, essa sensação se tornou cada vez mais frequente entre os alunos ao longo dos períodos avaliativos. “Vivemos em uma sociedade imediatista, com excesso de cobranças e comparações. A ansiedade, muitas vezes chamada de doença do século, surgiu quando o estudante não conseguiu lidar com essas pressões. O primeiro passo foi reconhecer os sinais e entender que era possível desenvolver estratégias para gerenciá-la”, destacou.

Uma das principais causas da ansiedade durante as provas esteve relacionada à sensação de descontrole diante do volume de conteúdo. A criação de um cronograma de estudos realista e bem distribuído ajudou a diminuir a sobrecarga mental.

Entre as práticas adotadas, destacaram-se:

  1. Divisão dos conteúdos em pequenas metas diárias
  2. Intercalação entre diferentes disciplinas
  3. Revisões frequentes do material estudado

Essas estratégias aumentaram a sensação de domínio e segurança por parte dos estudantes.

Técnicas de estudo fizeram diferença no aprendizado

Mais do que estudar por longos períodos, os alunos passaram a investir em qualidade de aprendizado. Técnicas como resumos, mapas mentais, flashcards e a prática de explicar o conteúdo em voz alta contribuíram para uma melhor fixação das informações.

Outra estratégia utilizada foi a técnica Pomodoro, que intercalou períodos de foco, geralmente de 25 minutos, com pausas curtas, evitando a exaustão mental. O equilíbrio emocional mostrou-se essencial para um bom rendimento acadêmico. Práticas como exercícios físicos, meditação, respiração consciente e momentos de lazer ajudaram a reduzir os níveis de estresse durante os períodos de prova.

Alcilene Moreira reforçou a importância do autocuidado nesse processo. “O estudante precisou entender que descansar também fez parte do processo de aprendizagem. Dormir bem, alimentar-se adequadamente e respeitar os próprios limites foram atitudes fundamentais para manter a saúde mental em dia, especialmente em fases avaliativas”, orientou.

Sinais de alerta indicaram a necessidade de ajuda profissional

Quando a ansiedade se tornou intensa e persistente, a busca por apoio profissional foi considerada essencial. Sintomas como crises frequentes, sensação de pânico, dificuldade extrema de concentração e pensamentos negativos recorrentes não deveriam ser ignorados.

Buscar apoio psicológico não foi sinal de fraqueza, mas de responsabilidade com a própria saúde. Com acompanhamento adequado, o estudante conseguiu desenvolver habilidades emocionais que ajudaram não apenas na vida acadêmica, mas em toda a sua trajetória”, finalizou a especialista.

Em períodos de prova, mais do que decorar conteúdos, os estudantes perceberam a importância de cuidar da mente. Afinal, quem manteve o equilíbrio emocional mostrou-se mais preparado para alcançar bons resultados dentro e fora da sala de aula.

Clínica-Escola de Psicologia da UNINORTE

Localizada na Av. Getúlio Vargas, no Centro, a Clínica-Escola de Psicologia da UNINORTE ofereceu serviços como psicoterapia individual, escuta emergencial, psicodiagnóstico, ludoterapia e estimulação cognitiva para o público interno e externo, crianças a partir de sete anos e adultos até 70 anos. Os atendimentos foram realizados por alunos supervisionados por professores e profissionais especializados, com valor simbólico, podendo ser agendados pelo WhatsApp (92) 3212‑5169 ou presencialmente na unidade.

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